Abobrinhas, Coutinho e Vianinha...
Eu sei...eu sei...estou devendo muitas satisfações...pensei em algo do tipo: "Desculpem!" Mas, leitores criados à fino leite não se contentam com esse "pouco que não basta", então me explico: "Trabalho!" Outra palavra isolada...tenho que melhorar isso...senão de que jeito? Olha aqui: "Sem tempo..." Meu Deus...não consigo dar uma desculpinha e sair de fininho? Que coisa! Façam o seguinte: Desculpem, trabalho...sem tempo! A pontuação ajuda? Deixa eu melhorar...ei-la, a desculpinha bem pontuada: Desculpem...sem tempo, trabalho! Agora foi? Pois é, dá trabalho até escrever sobre o trabalho, leva tempo...Pano...
Muitos emails tratavam do assunto "Lula", Coutinho, e João Moreira Salles. Há quem ache estranho dois filmes, um metalúrgico, nosso presidente... Mas acho bobagem especular, quero pensar na sensibilidade diegética, ou me ater ao discurso. Falando sobre isso, tenho que me render ao Eduardo, sem desrespeitar a opinião sempre bem humorada de meu amigo Ivan Cardoso, Coutinho não representa a esquerdofrenía no seu discurso, mas defende, com sua postura participativa, a realidade. A reversão do mecanismo fílmico, ou seja, partir do geral para o particular, a contraposição ao método sociológico, que tinha nas teses, nas pesquisas, a justificativa de tudo, elevam seu discurso dando-nos a possibilidade da interpretação, do bom e velho "Eu penso", queiram ou não queiram, e você meu caro Ivan vai me dar razão: Coutinho está para nosso documentário tupi-guarani-afoxé-de-guaporé, como Drew para o cinema direto americano...calma Ivan...Ivan? Volta aqui...
Oduvaldo Viana, Vianinha e Deuscélia...confesso que ando me surpreendendo com o "Segundo Caderno" de "O Globo"...Ah, você nem faz idéia de quem são essas pessoas? Pois muito bem...se eu chamar Deuscélia de Madame Danjou, ajuda? Ou que se tratam de pai, filho e mãe...agora foi? Não?! Que cineastas são vocês? Daqueles que só assistem filmes? Mudo de assunto, e salvo você..."Ludwig", de Lucchino Visconti terá exibição "biscoito-fino" na Academia de Música do Brooklin, em Nova York. A latinha foi restaurada graças a Ruggero Mastroianni, irmão de Marcello, e montador de Visconti...o filme está inteiramente restaurado e contará com a versão original de 4 horas...eu falei Nova York, não é? Como eu queria dizer Cinemateca do MAM...
Amanhã eu volto...cineastas, uní-vos!!!
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